Eportefólio

Este blog consiste no eportefólio de Ana Maria Marmeleira, construído no âmbito da unidade curricular de Concepção e Avaliação em Elearning, do Mestrado de Pedagogia do Elearning, da Universidade Aberta.

NOTA INTRODUTÓRIA: como consultar este e-portefólio

trabalhos
Este blog constitui o e-portefólio relativo à Unidade Curricular de Concepção e Avaliação em E-learning, que pretende ser representativo das actividades realizadas, bem como das reflexões por elas suscitadas. Por isso, para cada actividade há duas entradas, uma correspondente à descrição da minha participação na actividade e outra correspondente à minha reflexão sobre a mesma.
            
O e-portefólio encontra-se organizado por temas (cf. Temas em Análise, à esquerda). No entanto, é possível consultá-lo sob vários pontos de vista - actividades por tema, reflexões, metodologia de trabalho, ou tipo de actividade - pelo que basta consultar os vários índices à esquerda, de acordo com o objectivo pretendido.
     
Há ainda uma secção de leituras recomendadas que inclui a Nota Introdutória, os Objectivos e Competências da Unidade Curricular, a Bibliografia Fundamental e uma Bibliografia Complementar.
     
Para voltar ao início, é só clicar em Página Inicial, no final de cada página.

Objectivos e Competências da U.C.

A Unidade Curricular de Concepção e Avaliação em Elearning teve por base os objectivos e competências abaixo indicados. As actividades e reflexões que constam deste e-portefólio foram desenvolvidas tendo esses objectivos e competências em vista.
       
      
OBJECTIVOS DA UNIDADE CURRICULAR
       
Na unidade curricular Concepção e Avaliação em Elearning, o estudante é enquadrado na problemática da concepção de cursos de e-learning à luz dos referenciais sobre o design instrucional e da análise de modelos de avaliação da qualidade no universo da formação online. O estudante deve aprender a definir princípios e processos de avaliação da formação em cursos online, identificando indicadores relevantes para a aferição da qualidade destes nas suas várias vertentes. Pretende-se ainda, por outro lado, analisar a problemática da avaliação mas na sua perspectiva pedagógica, designadamente a avaliação das aprendizagens em contextos de formação online, seus fundamentos, suas modalidades, instrumentos e estratégias.
   
      
COMPETÊNCIAS A DESENVOLVER
  
Ao nível da concepção/avaliação dos cursos:
      
- Clarificar conceitos correlacionados com a qualidade em e-learning;
- Fazer o levantamento do conjunto de factores que determinam a qualidade dos cursos online;
- Caracterizar diferentes modelos de desenvolvimento de cursos online;
- Analisar e fundamentar um modelo/instrumento de avaliação de cursos online;
         
Ao nível da avaliação pedagógica:      
- Caracterizar perspectivas e processos de avaliação das aprendizagens em contexto online;
- Identificar diferentes modalidades e instrumentos de avaliação de aprendizagens em contexto online.
      

Bibliografia Fundamental

Para o estudo dos temas que analisámos, a seguinte bibliografia mostrou-se muito importante (todos os recursos foram verificados antes da entrega do portefólio, sendo a data do último acesso a que aparece referida):
   
Tema 1: A qualidade no ensino e aprendizagem em contexto online: Uma teia de factores
                 
PENNA, Maria Pietronilla & STARA, Vera (2008) "Approaches to E-learning quality Assessment". http://isdm.univ-tln.fr/PDF/isdm32/isdm_pietronilla.pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
  
WISENBERG, Faye & STACEY, Elizabeth (2005) "Reflections on teaching and Learning Online:Quality program design, delivery and support issues from a cross-global perspective". Distance Education Vol.26, Nº3, (385-404) http://casat.unr.edu/docs/Weisenberg2005.pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
               
    
Tema 2: Directrizes de qualidade no desenvolvimento/avaliação de cursos online    
              
ACHTEMEIER, Sue D.; MORRIS, Libby, V.; FINNEGAN, Catherine L. (2003) "Considerations for Developing Evaluations of Online Courses". JALN 7, Issue 1. http://www.edtechpolicy.org/ArchivedWebsites/Articles/ConsiderationsDevelopingEvaluations.pdfVolume. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
    
CARR-CHELLMAN, Allison & DUCHASTEL, Philip (2000) "The ideal online course". British Journal of Educational Technology, Vol 31, Nº3 (229-241). http://www.personal.psu.edu/users/k/h/khk122/woty/F2FHybridOnline/Carr-Chellaman%202000.pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
     
HERRINGTON, Anthony; HERRINGTON, Jan; OLIVER, Ron; STONEY, Sue & WILLIS, Jackie (2001) "Quality Guidelines for online Courses:The Development of an Instrument to Audit Online Units" In G. Kennedy, M. Keppell, C. McNaught & T. Petrovic (Eds.) Meeting at the crossroads: Proceedings of ASCILITE 2001 (pp 263-270). Disponível em: http://elrond.scam.ecu.edu.au/oliver/2001/qowg.pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
   
TINKER, Robert (2001) "E-learning Quality: The Concord Model for Learning from a Distance" NASSP Bulletin, Vol. 85, No. 628, 36-46. Disponível em: http://bul.sagepub.com/content/85/628/36.abstract. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
   
HOLSAPPLE, Clyde. W. & LEE-POST Anita (2006) "Defining, Assessing, and promoting E-learning Sucess: An information systems perspective". Decision Sciences Journal of Innovative Education, Vol.4 Nº1 (pp 67-85). Disponível em: http://www.avaliacao.design2001.com/wp-content/uploads/2009/11/19320579.pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
            
    
Tema 3: Perspectivas sobre avaliação pedagógica: a avaliação das aprendizagens em contexto online  
                      
BARBERÀ, E. (2006) «Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación». RED. Revista de Educación a Distancia, Año V. Número monográfico VI. Disponível em  http://www.um.es/ead/red/M6/ . Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
            
COUTINHO, Clara; LISBÔA, Eliana; JUNIOR, João (2009). «Avaliação online através das ferramentas da Web 2.0». Paidei@ - Revista Científica de Educação a Distância. Vol.2. n.º 1. Disponível em http://revistapaideia.unimesvirtual.com.br/index.php?journal=paideia&page=article&op=view&path[]=79&path[]=45 . Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
              
GOMES, M. J. (2009) «Problemáticas da avaliação online» Actas da VI Conferência Internacional das TIC na Educação - Challenges 2009. Disponível em http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/9420/1/Challenges-09-mjgomes.pdf . Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
          
JUNIOR, Arnaud; ALVES, Lynn (203). «Educação e Contemporaneidade: novas aproximações sobre a avaliação no ensino on-line». Disponível em http://www.lynn.pro.br/pdf/art_avaliacaoonline.pdf . Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
             
LAGARTO, J. R. (2009). «Avaliação em e-learning». In Educação, Formação &Tecnologias; vol.2 (1); pp. 19-29, Maio de 2009. Disponível em http://eft.educom.pt/ . Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
       
PRIMO, Alex (2006) «Avaliação em processos de educação problematizadora online». In: Marco Silva; Edméa Santos. (Org.). Avaliação da aprendizagem em educação online. São Paulo: Loyola, v. , p. 38-49. Disponível em http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/EAD5.pdf . Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
                      
    
Tema 4: Actividades, instrumentos e modalidades de avaliação em contexto de formação online   
                
BARRETT, H (200). "White Paper: Researching Electronic Portfolios and Learner Engagement". In  Journal of Adolescent and Adult Literacy (JAAL-International Reading Association). http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.123.1428&rep=rep1&type=pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
   
CATHERINE, McLoughlin; LUCA, Joe (2001) Quality in online delivery: What does it Mean for assessment in E-learning Environments? ASCILITE 2001 Conference proceedings.  http://ascilite.org.au/conferences/melbourne01/pdf/papers/mcloughlinc2.pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
    
HAMMOND, Michael (2005) “A review of recent papers on online discussion in teaching and learning in higher education” Journal of Asynchronous Learning Networks. http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.109.1716&rep=rep1&type=pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
    
MASON, Robin; PEGLER, Chris & WELLER Martin (2004) "E-Portfolios: an assessment tool for online courses" British Journal of Educational Technology, Vol 35 Nº6 (717-727). http://www.sarasotaintranet.usf.edu/ir/Documents/DistanceLearning/mason.pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
    
VONDERWELL, Selma.; LIANG, Xin & ALDERMAN, Kay (2007) "Asynchronous Discussions and assessment in Online Learning"  Journal of Research on Technology in Education; Spring 2007; 39, 3; ProQuest Education Journals, pg. 309. http://eric.ed.gov/PDFS/EJ768879.pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011

Bibliografia Complementar

As temáticas que analisámos são relativamente vastas e é impossível listar toda a bibliografia sobre o assunto. No entanto, há alguns documentos que considerei interessantes e que decidi sugerir, para quem quiser reflectir um pouco mais (todos os recursos foram verificados antes da entrega do portefólio, sendo a data do último acesso a que aparece referida).

Para ler:
CARDOSO, Eduardo Luís (2006). Ambientes de ensino distribuído na concepção e desenvolvimento da universidade flexível. Universidade do Minho. BUM - Teses de Doutoramento. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/5641. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
            
GOMES, Maria João (2008). Reflexões sobre a adopção institucional do e-learning : novos desafios, novas oportunidades. “e-Curriculum”3:2. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/8678/1/gomesmj_08.pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
             
GOMES, Maria João; SILVA, Bento Duarte da; SILVA, Ana Maria Costa (2004). Avaliação de cursos em e-learning. Conferência E-Learning no Ensino Superior, Aveiro, 2004 – “eLES : eLearning no Ensino Superior : actas da conferência” [CD-ROM]. Aveiro : Universidade, 2004. ISBN 972-789-134-9. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/665/1/eLES-GSS.pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
           
LAGARTO, J. R. (2009). Avaliação em e-learning. In Educação, Formação & Tecnologias; vol.2 (1); pp. 19-29, Maio de 2009, disponível no URL: http://eft.educom.pt. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011
          
MEIRINHOS, Manuel Florindo Alves (2006). Desenvolvimento Profissional docente em ambientes colaborativos de aprendizagem a distância: estudo de caso no âmbito da formação contínua. Universidade do Minho. BUM - Teses de Doutoramento. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6219/1/TESE_D_Meirinhos.pdf. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011

Para ver:
DOWNES, Stephen (2008). E-learning tips: Ten web 2.0 things you can do in ten minutes to be a more successfull e-learning professional. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=akAfCrOVhrM. Acedido a 23 de Fevereiro de 2011

Reflexões Finais

  
As Aprendizagens
         
Inicialmente, imaginei que esta unidade curricular dissesse respeito basicamente às questões da avaliação dos estudantes, no entanto após a apresentação do contrato de aprendizagem e à medida que fomos explorando as várias temáticas, compreendi que era muito mais do que isso. Neste momento, considero-a como uma unidade curricular fundamental neste mestrado, pois levou-nos a reflectir sobre os cursos online como um todo, desde o momento em que se pensa em criar um curso, passando pela sua implementação e avaliação, pela sua estruturação em termos de objectivos e actividades, e, então, sim, chegando à avaliação dos estudantes. Reflectimos sobre os vários factores que podem influenciar o sucesso de um curso online, seja a nível técnico, seja a nível pedagógico, incluindo o papel de cada um dos intervenientes no processo (instituição, professor, alunos, …).
Tudo isto nos permitiu uma visão muito abrangente e, consequentemente, uma aprendizagem riquíssima.
        
       
A Metodologia de Trabalho
       
Ao fazer um balanço final do trabalho desenvolvido ao longo deste semestre, não posso deixar de fazer uma referência à metodologia adoptada. Tal como pudemos verificar nos vários artigos que analisámos, houve uma diversidade de actividades que contemplaram momentos individuais de estudo e de trabalho, momentos de trabalho em pequenos grupos (em pares ou grupos de 3-5 elementos) ou em grande grupo, e discussões com toda a turma, o que nos permitiu desenvolver diferentes tipos de competências. Além disso, a organização das actividades dentro de cada tema, em crescendo quanto ao número de envolvidos, respeitou a aprendizagem dos estudantes, uma vez que as discussões em turma (mais difíceis de estabelecer quando se tem um menor domínio dos conteúdos) foram remetidas para o final de cada tema, altura em que já nos sentíamos mais à vontade com a temática em análise. Essas discussões foram ganhando cada vez mais interesse e as intervenções estratégicas da professora mostraram-nos que esta estava a acompanhar a turma e a ver com interesse e agrado o modo como a discussão progredia. Isso foi um incentivo à nossa participação.
Assim, esta diversidade e organização de actividades foram, a meu ver, uma mais-valia, que contribuiu para o interesse desta unidade curricular e, consequentemente, para o seu sucesso.
        
            
A Elaboração do Portefólio
        
Já elaborámos alguns portefólios ao longo deste mestrado, mas este é o primeiro e-portefólio. Comparativamente com os outros que realizei, este tem um carácter mais reflexivo. Decidi, no início, que a descrição de cada actividade deveria ser acompanhada de um post de reflexão sobre a mesma. Em pouco tempo me arrependi desta decisão, pois uma coisa é recolher evidências do nosso trabalho e outra é pensarmos sobre aspectos positivos e/ou negativos referentes a esse trabalho. No entanto, como não gosto muito de desistir dos empreendimentos em que me envolvo, resolvi manter a decisão inicial e, agora, compreendo que foram precisamente essas reflexões que me fizeram entender a importância do processo na aprendizagem e as áreas em que eu poderia melhorar ou às quais deverei prestar atenção quando tiver e-alunos.
Alem disso, por se tratar de um e-portefólio, pude organizar a coluna da esquerda do blog de forma a permitir diferentes tipos de procura (por tema, por actividade, por reflexão, …). Assim, embora não simpatizasse inicialmente com a ideia de um portefólio, a minha visão foi-se modificando e acabei por considerar que se trata de uma ferramenta útil e interessante.
Um pequeno senão: preferia que o Blogger organizasse as actividades por ordem decrescente de datas, pois a lógica do meu portefólio ficaria mais clara. No entanto, como não é possível inverter a ordem em que as entradas aparecem e as mais recentes ficam sempre primeiro, tive de encontrar uma estratégia para que o portefólio ficasse como eu queria. Assim, tive de alterar a data de publicação dos textos e suprimir a exibição das datas no cabeçalho de cada mensagem. No corpo da mensagem, no fim, escrevi a data original da publicação, o que me parece fazer sentido para compreender a evolução das actividades descritas. Foi uma pequena subversão à lógica do blog, mas o resultado ficou melhor.
               
(publicada a 15 de Fevereiro de 2011)

Tema 4: Trabalho de Grupo de análise de dois artigos sobre e-portefólios

Trabalho em Grupo
          
O tema 4 - Actividades, instrumentos e modalidades de avaliação em contexto de formação online – foi, à semelhança dos temas anteriores, aprofundado numa primeira fase a partir da análise de artigos em grupo, de que resultou um PowerPoint sobre o tema dos artigos em causa, seguindo-se uma discussão em turma. O grupo que integrei, constituído mais uma vez por mim e por António Pedro Pereira, Eduarda Rondão, Joaquim Pinto e Margarida Marmeleira, trabalhou sobre a questão do e-portefólio enquanto ferramenta de avaliação, a partir dos artigos:

- “E-portfolios: an assessment tool for online courses”, de Robin Mason, Chris Pegler e Martin Weller (ler artigo)
- “Electronic portfolios: balancing learning and assessment”, de Gail Ring (ler artigo)   

             
Análise dos Artigos
          
A análise do tema a partir dos artigos citados acima elaborada pelo nosso grupo foi disponiblizada à turma no Slideshare, podendo ser lida directamente na janela abaixo ou consultada no seguinte endereço:

(publicada a 01 de Fevereiro de 2011)

Tema 4: Reflexão sobre o trabalho de grupo

Sendo este o último trabalho de grupo que iríamos desenvolver nesta unidade curricular, os cinco elementos que compuseram este grupo (eu, António Pedro, Eduarda, Joaquim e Margarida) tinham muito gosto em trabalhar juntos. Uma dos aspectos que tem sido referido ao longo do curso é a criação de uma comunidade de aprendizagem que permite que as aprendizagens se processem de forma colaborativa, permitindo a discussão de ideias e a crítica construtiva de modo a que as capacidades individuais sejam colocadas ao serviço do colectivo. Essa noção de comunidade tem vindo a ser desenvolvida com toda a turma e penso que, neste momento, já nos encaramos como tal. Contudo, continuo a achar que em pequeno grupo esse espírito se torna mais forte. Somos um grupo que se constituiu por acaso para uma unidade curricular do primeiro semestre, mas a forma como trabalhámos em conjunto e as afinidades que se foram estabelecendo permitiram criar esse espírito de comunidade que tem contribuído para a nossa aprendizagem. Criticamo-nos e discutimos as ideias de forma aberta e construtiva, pelo que aproveitamos todas as oportunidades para constituirmos grupo. Aparentemente, esta actividade deveria ter sido desenvolvida em grupos menores, mas a professora foi muito compreensiva e, percebendo que gostamos de trabalhar juntos, propôs-nos manter o grupo desde que trabalhássemos mais um texto, o que aceitámos prontamente. Mais uma vez quero agradecer essa amabilidade da professora.
           
Como sempre, o trabalho correu muito bem, com a habitual divisão de tarefas e a junção de todos os contributos individuais para o produto final. A wiki que criámos, o Google Docs, a troca de emails e as sessões síncronas de trabalho no Messenger e no Titanpad mostraram-se ferramentas muito úteis.
           
Quanto ao conteúdo do trabalho, fiz questão de trabalhar um texto que abordasse a questão dos e-portefólios, pois não é uma ferramenta com a qual estivesse muito familiarizada e considerei esta actividade uma boa oportunidade para aprender mais sobre o assunto. As minhas expectativas foram satisfeitas, pois consegui compreender bem a filosofia que está por trás desta ferramenta e o seu potencial não só como uma forma de os estudantes evidenciarem o seu trabalho para efeitos de avaliação, como uma forma de os mesmos estudantes aprofundarem a sua aprendizagem, uma vez que devem reflectir precisamente sobre estas aprendizagens, o que lhes dá a oportunidade de compreender o que devem modificar, caso isso seja necessário.
         
No fundo, o e-portefólio acaba por fundir o processo e o produto, reflectindo aquilo que foi o percurso do estudante ao longo de um curso. Tentarei que o meu e-portefólio seja exactamente isso.
             
(publicada a 02 de Fevereiro de 2011)

Tema 4: Participação no Debate

À semelhança do debate anterior, a discussão desencadeada em torno da temática «Actividades, instrumentos e modalidades de avaliação em contexto de formação online» foi muito animada e participada. Foram discutidas várias ideias diferentes e verificou-se uma boa interacção entre os participantes. Participei nos dois espaços criados para a discussão - «Quem abre o debate?» e «Discussões assíncronas e avaliação» - interagindo com os meus colegas, como o demonstram as mensagens transcritas abaixo:
         

Tema «Quem abre o Debate?»
       
(sobre a visibilidade das ferramentas)
     
Olá a todos
A Helena aponta uma questão que me parece muito interessante e que todos verificámos nos artigos que trabalhámos - a visibilidade que as ferramentas online permitem.
Como professora do ensino presencial noto frequentemente que os alunos têm uma certa renitência em expor o que fazem quando se trata de trabalhos de avaliação. No entanto, se o professor os estimular nesse sentido, acabam por fazê-lo e a partilha de trabalhos promove uma aprendizagem mais significativa de todos.
A este nível, o ensino online é um privilegiado. Tenho a certeza que, quando começámos o Mestrado, muitos de nós estranhámos a ideia de que tudo o que fazíamos ficava exposto e todos podiam ler e até opinar sobre as nossas produções que seriam alvo de classificação. Passados uns meses, já assumimos isso como natural e até como desejável. Não quer dizer que eu vá abordar uma questão da mesma forma que um outro colega ou que vá fazer um trabalho semelhante, mas ter acesso aos trabalhos que serão avaliados, seja em blogs, portefólios, fóruns, etc, permite-nos ter uma visão mais alargada das questões em estudo. Ver os comentários que um professor fez a um colega pode fazer-me pensar num problema em que eu ainda não tinha pensado, mas que é assim trazido à minha atenção. Fazermos comentários aos trabalhos uns dos outros, o que só é possível graças à visibilidade que as várias ferramentas online permitem, é não só uma forma de aprendizagem como contribui para uma verdadeira avaliação formativa.
Assim, uma boa utilização das ferramentas que analisámos pode resultar numa avaliação de qualidade.
[] Ana Marmeleira
        
       
(sobre o feedback de colegas e do professor)
  
Olá a todos
O feedback de colegas pode não ser necessariamente insuficiente. Quando elaboramos um trabalho ou um comentário num fórum sobre um determinado assunto, o feedback de colegas pode ser, em certas circunstâncias, muito valioso. Ao sujeitarmos um trabalho ao professor, que tem um conhecimento muito vasto sobre um assunto, ele conseguirá compreender muito melhor o que dizemos do que os nossos colegas que não conhecem muito bem a questão e que acabam por nos colocar dúvidas ou fazer comentários que nos forçam a explicar-nos melhor, reformulando o que dissemos inicialmente.
Mesmo num e-portefólio, por exemplo, os nossos colegas podem dar-nos sugestões extremente úteis que nos permitem melhorar as nossas reflexões ou redefinir alguns aspectos, mas que não têm um peso tão "forte" do que se tivessem sido feitos por um professor, pois os alunos podem facilmente achar que esse comentário significa uma melhor ou pior classificação final.
No entanto, acho indispensável que o professor esteja lá. É como quando os nossos alunos estão a fezer um trabalho de grupo e nós vamos circulando pelas mesas ouvindo o que eles vão dizendo e vendo se estão a conseguir chegar a bom porto sem a nossa ajuda. Quando vemos que não chegam lá ou que estão a ir por um caminho errado, então é a altura de intervir. Aqui é o mesmo. Vejo com bons olhos que o professor não intervenha muito, deixando que os alunos tirem partido da comunidade de aprendizagem criada e se orientem uns aos outros. Mas o professor tem de dar sinais de que está lá, a acompanhar as actividades e que vai intervir sempre que achar necessário. São esses pequenos toques que tornam a avaliação útil e parte integrante da aprendizagem.
[] Ana Marmeleira
          
          
Olá Marco
Concordo mais uma vez contigo. À medida que vamos construindo o nosso conhecimento e a nossa aprendizagem, vamos construindo a nossa avaliação. Este aspecto liga-se ao que já discutimos anteriormente - a avaliação do percurso e não apenas do produto. O e-portefólio dá-nos realmente a oportunidade de seleccionarmos o que melhor evidencia o nosso percurso e melhor contribui para a nossa avaliação/classificação.
[] Ana Marmeleira
          
        
(sobre as limitações das discussões assíncronas)
    
Olá a todos
As questões levantadas pela Cecília têm a sua razão de ser. Destaco em particular a que diz respeito às desvantagens das discussões assíncronas.
Já discutimos noutros fóruns as dificuldades que podem existir em discussões assíncronas. Se um aluno se atrasar um dia ou dois por qualquer motivo poderá ver a sua avaliação comprometida, porque, mesmo tendo ideias muito interessantes e tendo um conhecimento bem sólido sobre os temas em discussão, quando chegar à discussão muito do que ele poderia ter dito já foi dito por outros e não fará muito sentido repeti-lo. Se o fizer parecerá que está a ignorar o que os colegas já colocaram no fórum, o que também não é muito abonatório. As discussões assíncronas, em certa medida, tornam-se eliminatórias, uma vez que a mesma ideia não pode/não deve ser utilizada por mais do que uma pessoa. O primeiro a expô-la ficará em vantagem sobrando aos outros a possibilidade de dizerem que concordam com a ideia. É evidente que estou a radicalizar a situação, até porque as nossas últimas discussões têm mostrado que a mesma ideia permite várias abordagens por pessoas diferentes. No entanto, de certa forma, é um risco que existe.
[] Ana Marmeleira
       
          
Olá Marco
É verdade. Concordo plenamente contigo. Aliás, como referi atrás, radicalizei «a situação, até porque as nossas últimas discussões têm mostrado que a mesma ideia permite várias abordagens por pessoas diferentes.» O que tu referes também já aconteceu comigo e, embora seja mais trabalhoso pensar de novo sobre a mesma questão, esse esforço é às vezes precisamente o que precisávamos para descobrir dimensões novas e muito mais interessantes do que as que tínhamos percebido numa primeira análise. É como dizes, uma agradável (mas cansativa :) ) sensação de construirmos coisas juntos.
[] Ana Marmeleira
           
      
(sobre a exposição na Web e o rigor científico)
       
Olá a todos
Para além de não estarmos muito habituados à autoavaliação creio que estamos ainda menos habituados à avaliação pelos pares. Quando isso nos é solicitado parece que nos é pedido que prejudiquemos um colega se dissermos que não apreciámos determinado trabalho. Esta prática tem de ser fomentada de forma gradual, dissociando incialmente a ideia de avaliação da de classificação, ou seja, por se fazer apreciações quanto aos aspectos que considerámos positivos e quanto aos que sugerimos que haja uma reformulação. Isto faz mais sentido quando é dada aos alunos a possibilidade de apresentarem uma nova versão melhorada do seu trabalho, o que levará os pares a compreenderem que não prejudicaram a avaliação do colega mas contribuíram para a melhoria desta ao lhe mostrarem os aspectos que teriam implicações mais negativas na sua avaliação final.
[] Ana Marmeleira
    
     
(sobre timidez e avaliação)
       
Olá a todos
A questão da timidez é um factor que tem de ser considerado, especialmente pelas implicações que tem no desempenho dos estudantes enquanto alunos e futuramente enquanto profissionais de uma determinada área.
Temos falado muito sobre o desenvolvimento de competências e creio que é ponto mais ou menos assente que esse objectivo é hoje fundamental. Ouvi recentemente uma professora americana explicar que na sua escola apostam no desenvolvimento de projectos que permitam a aquisição e o aprimoramento de competências pois estão a preparar hoje alunos para profissões que ainda não existem e que não sabem quais serão, e não podem olhar para as profissões de hoje, pois quando os alunos saírem da escola muitas já não existirão. O desenvolvimento de competências é o que permitirá aos alunos adaptarem-se a tudo o que aí vem (até certo ponto, claro). Ora, voltando à timidez, esta terá implicações diferentes na avaliação do aluno de acordo com o objectivo de cada curso. Imaginemos um curso de contabilidade. Talvez o aluno possa ser mais reservado, uma vez que a sua prática futura não implica uma grande capacidade de comunicação. Pensemos no nosso curso: se estamos a aprender a ser professores online e temos criticado a ausência de alguns professores nos fóruns e outras actividades, isso mostra-nos que um e-professor não pode usar a sua timidez para não intervir. Estão a imaginar um professor escrever um post deste tipo: «Caros alunos, eu estou aqui a ler tudo o que escrevem, mas como sou tímido, não estou muito à vontade para vos responder.»?
Como dizia o Joaquim noutro post, também ele é tímido. Quem me conhece sabe que eu também. Tenho uma tendência para a "vermelhidão" um pouquinho persistente. Mas tive de lutar muito e esse esforço fez com que conseguisse ser uma professora presencial muito comunicativa. Também sou uma aluna online comunicativa. O aluno online tem de fazer esse esforço, especialmente em função do curso que está a frequentar. É uma competência que ele tem de adquirir. Se não o fizer poder transmitir a ideia de que não está apto para determinadas funções, daí eu compreender que a reduzida participação de um aluno tenha de ter necessariamente implicações na sua avaliação.
[] Ana Marmeleira
      
     
(sobre competências e programas nacionais)
       
Olá Joaquim
Sinto isso muitas vezes. Tenho dois tipos de currículos no ensino secundário - os profissionais e os científico-humanísticos - e especialmente nestes últimos a pressão dos programas é grande. Eu prefiro que os alunos desenvolvam a capacidade de discutir os assuntos, de construir colaborativamente o conhecimento sobre determinada área, de serem eles próprios a se ensinarem uns aos outros, etc., mas é difícil. Um exemplo muito concreto: vamos trabalhar agora Cesário Verde. Quero que sejam os alunos a descobrir que temas trabalhar sobre este autor, a se organizarem em grupo em função dos temas que definiram, a preparar uma aula (de noventa minutos) para a turma explorando o tema e os textos, que terão sido discutidos em fóruns com os colegas das minhas outras turmas que estão a realizar o mesmo trabalho, a encontrar mecanismos para avaliar a aprendizagem dos seus colegas de turma e para avaliar o seu próprio trabalho de grupo em função de critérios definidos online pelas várias turmas (que devem incluir a avaliação do processo e do produto), entre outros aspectos. As turmas têm entre 26 e 28 alunos, pelo que terei entre cinco a seis grupos por turma. Seria uma forma de os preparar para o tipo de trabalho que estamos a fazer aqui e que poderá ser o seu dentro de um ano (uma vez que estão no 11º ano). Qual é o problema? Só posso gastar 10 aulas com Cesário Verde, porque os programas são enormes e os alunos têm um exame nacional no final do 12º ano que abrange o trabalho dos três anos do Secundário.
Felizmente, o exame de Português foi reformulado e assenta mais em competências do que em conteúdos (mas os conteúdos também estão lá, como é óbvio), no entanto muitos se esquecem que desenvolver competências é mais demorado do que transmitir conteúdos.
A minha escola está muito bem equipada em termos informáticos, por isso vou tentando lutar contra alguma maré e fazer com que os alunos possam adquirir as competências que lhes permitirão entrar sem dificuldades neste mundo online.
[] Ana Marmeleira
        
           
           
Tema «Discussões assíncronas e avaliação»
     
(sobre grupos de discussão restritos e avaliação)
    
Olá a todos
A definição de grupos mais restritos de discussão ou a abertura da discussão ao grupo-turma tem, a meu ver, implicações reais na avaliação dos alunos. Enquanto espaço de desenvolvimento de tarefas, considero que os fóruns são mais produtivos se forem restritos a um número reduzido de alunos. Já no que diz respeito à discussão, considero que toda a turma deve participar da mesma discussão no mesmo espaço.
Eu sei que é difícil acompanhar uma discussão muito alargada, mas a avaliação dos alunos torna-se mais justa. E é fácil perceber porquê. Se um aluno ficar integrado num grupo A em que os colegas são pouco argumentativos e não trazem ideias novas e interessantes para a discussão, um aluno poderá ver-se a debater sozinho e ficar limitado às suas ideias pessoais. Esse espaço de discussão terá pouca qualidade e isso vai reflectir-se na avaliação de todos os elementos. Num grupo B, se houver mais elementos interventivos a discussão será muito mais rica e surgirão mais ideias que estimularão o debate, com implicações na participação de todos os elementos do grupo e na sua avaliação. Ora, se a discussão se desenvolver com toda a turma, o tal aluno do grupo A terá mais oportunidades não só de participar como de aprender. Poderá ter intervenções mais ricas, parte delas despoletadas pelos vários colegas de turma. Isso beneficiará a sua avaliação.
Por isso, por mais longas e impressionantes que as discussões com toda a turma possam ser, considero mesmo que são muito melhores enquanto ferramenta de avaliação.
[] Ana Marmeleira
      
       
(sobre discussões assíncronas e avaliação)
        
Olá Juliana
Infelizmente, penso que não há muitas formas de avaliar uma aluno que não participa activamente. No ensino presencial, conseguimos perceber pelas reacções faciais que um aluno está atento e interessado, que concorda com o que está ser discutido, que não concorda com um ponto de vista expresso por alguém, etc. Ainda assim, numa actividade de discussão terá sempre uma avaliação inferior à dos colegas que efectivamente participaram. Uma discussão não se constrói com silêncios. No ensino online, também é possível o professor verificar se o aluno consultou o fórum de discussão e quando é que o fez. Mas se ele não disser nada ou disser apenas que concorda, não contribuiu para o avanço da discussão e inevitavelmente terá uma avaliação inferior à dos que participaram activamente.
Como estudámos anteriormente, num ambiente virtual online só se sabe que alguém está presente se este se tornar visível.
[] Ana Marmeleira
    
        
(sobre discussões assíncronas e o número de e-alunos por e-actividade)
       
Olá Fernando
Provavelmente ficarias mais feliz se eu discordasse de ti, para podermos discutir um pouquinho  }-], mas não é que tenho de concordar contigo ;)?
Se o objectivo do ensino online é, entre outros aspectos, o de ir ao encontro das necessidades dos alunos, não podemos esperar formatar todos da mesma forma. Inevitavelmente haverá os que são melhores numa discussão alargada, outros que são melhores numa discussão mais restrita, outros que nem são bons a discustir mas que são óptimos a fazer artigos de reflexão, etc. Então, só podemos considerar que um curso está bem desenhado se der oportunidades a todos os alunos de se evidenciarem num ou noutro aspecto. A Paula referiu a diversificação de actividades e essa é, de facto, uma forma de fazer com que a avaliação seja mais justa. As ferramentas de avaliação de que temos vindo a falar permitem essa diversificação. O e-portefólio, em particular, permite a compilação do que foi feito e da evolução do aluno, podendo a reflexão de cada aluno mostrar a si próprio, à turma e ao professor o esforço que fez para superar as dificuldades que sentiu em cada tipo de actividade.
[] Ana Marmeleira
          
(publicada a 10 de Fevereiro de 2011)

Tema 4: Reflexão sobre o Debate

Este debate, tal como o anterior, foi muito interessante, não só pela interacção que existiu entre todos como pelos assuntos discutidos. A temática em causa - «Actividades, instrumentos e modalidades de avaliação em contexto de formação online» - é importante e a troca de ideias estabelecida em torno da discussão sobre os textos permitiu aprofundarmos esta questão.
    
A minha participação foi ampla, discutindo assuntos como a visibilidade das ferramentas, o feedback de colegas e do professor, as limitações das discussões assíncronas, a exposição na Web e o rigor científico, timidez e avaliação, competências e programas nacionais, grupos de discussão restritos e avaliação, discussões assíncronas e avaliação, e discussões assíncronas e o número de e-alunos por e-actividade.
            
Trocámos pontos de vista, tentámos esclarecer as dúvidas que tínhamos sobre a temática em questão, relacionámos o que aprendemos com a nossa experiência enquanto e-estudantes neste curso de mestrado e com a nossa prática enquanto professores do ensino presencial, entre outros aspectos que considero muito positivos.
    
Um outro aspecto curioso é que se notou em vários de nós uma determinação em fazer o processo inverso àquele de que muitas vezes se tem falado. Temos lido que há por vezes uma abordagem errada ao e-learning, tentando fazer uma transposição simples do ensino tradicional para o e-learning, o que não é possível se se há-de construir um curso online de sucesso. No entanto, o contrário não funciona mal, isto é, tentar aplicar no ensino presencial muito do que se tem aprendido em relação ao ensino online. Vários de nós falámos da tentativa de aplicar aos seus alunos alguns dos procedimentos que temos aprendido ao longo do curso. No meu caso específico, tenho tentado fazê-lo, como dei conta numa das minhas mensagens e, neste momento, posso dizer que os alunos estão a reagir muito bem.
         
Finalmente, ao reler as nossas participações no debate, fiquei com a impressão que houve uma evolução importante na turma desde o início das actividades até este debate. Se inicialmente nos colocávamos constantemente no papel do e-estudante e queríamos entender como se processa avaliação de que seríamos alvo, neste momento a perspectiva já é diferente e discutimos mais a questão na posição de futuros avaliadores do que de avaliados. Sendo assim, considero que esta discussão foi muito produtiva para todos (embora a professora deva estar estar a braços com a complicada tarefa de ler cerca de duzentas participações… :)
             
(publicada a 12 de Fevereiro de 2011)

Tema 3: Trabalho a pares de síntese das perspectivas sobre avaliação pedagógica



Trabalho a pares
          
Como ponto de partida ao estudo do tema 3 - Perspectivas sobre avaliação pedagógica: a avaliação das aprendizagens em contexto online - procedemos à leitura e análise de três textos muito interessantes:
- “Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación”, de E. BARBERÀ;
- “Avaliação em processos de educação problematizadora online”, de Alex PRIMO;
- “Problemáticas da avaliação online”, de Maria João GOMES.
A partir daí (e apoiando-nos também em outras leituras), foi possível compreender quais são as grandes linhas de força das perspectivas sobre avaliação pedagógica em contexto online e elaborar um breve artigo de síntese sobre o tema, complementando-o com uma reflexão final sobre o assunto.
Esta actividade foi desenvolvida em pares, sendo a minha colega de trabalho a Margarida Marmeleira.
       
              
Síntese das perspectivas sobre avaliação pedagógica
           
A síntese do artigo elaborada pelo meu par foi disponibilizada à turma no Scribd, podendo ser lida directamente na janela abaixo ou consultada no seguinte endereço:
            
Perspectivas sobre avaliação - Ana e Margarida
      
(publicada a 01 de Janeiro de 2011)

Tema 3: Reflexão sobre o trabalho a pares

Diferentemente das actividades anteriores, esta foi realizada em pares. Embora o trabalho de grupo da actividade anterior tenha funcionado muito bem, trabalhar em pares acabou por ser vantajoso, pois permitiu a discussão e troca de ideias (o que não teria acontecido num trabalho individual), mas tornou a execução mais rápida do que se houvesse mais pessoas envolvidas, o que foi bem-vindo, especialmente atendendo a que o prazo limite para a actividade coincidiu com o final do ano lectivo nas escolas, com toda a sobrecarga de trabalho que isso representa.
                     
Para além deste aspecto positivo, um outro que me despertou interesse foi o conteúdo dos textos. Tal como referimos no final do nosso artigo, foi impossível não associar as perspectivas apresentadas nos textos com aquilo que tem vindo a ser a nossa experiência neste curso.
«Desde a pesquisa de informação, até à execução de tarefas desafiadoras em grupo, tentando encontrar respostas a questões-problemas que nos foram apresentados, passando pelo desenvolvimento de projectos em que colocamos as nossas aprendizagens em prática, pela participação em fóruns onde discutimos as informações que pesquisámos ou os trabalhos que realizámos individualmente ou em grupo, pela criação de portefólios/blogs reflexivos, etc., tudo isso se adequa à abordagem construtivista que descrevemos acima e permitiu-nos construir a nossa aprendizagem de uma forma que não supúnhamos inicialmente possível. E tudo isso foi objecto de avaliação. Como alunos, sentimos que não trabalhámos em vão, mas que todo o nosso envolvimento foi levado em conta. Acima de tudo, a avaliação assumiu um carácter verdadeiramente contínuo, que incluiu a nossa própria perspectiva perante o nosso desempenho, tendo-nos sido dado inclusive a possibilidade, numa das unidades curriculares, de reformularmos e melhorarmos os nossos trabalhos iniciais.»
Inicialmente, pareceu-me que teria sido importante termos sido familiarizados com estas perspectivas no início do curso, mas compreendi que não. Com os meus alunos de Português, quando trabalho a nível de algum autor literário, primeiro lemos os vários textos do autor, depois analisamo-los e só então consultamos a informação teórica sobre o mesmo. Para os alunos, é muito mais fácil entender a teoria depois de terem visto na prática as características do autor, porque esta passa a ser apenas a confirmação ou sistematização do que já conhecem. 
        
Comigo aconteceu o mesmo com a leitura destes textos e de outras informações bibliográficas que consultámos. Entendi melhor porque desenvolvemos determinadas actividades em cada unidade curricular e percebi também (aspecto que me pareceu muito interessante) que apesar das perspectivas apresentadas há sempre uma margem para as opções de cada professor, como tem acontecido neste curso.
      
(publicada a 03 de Janeiro de 2011)

Tema 3: Participação no debate

Este foi um debate bastante concorrido, em que foram discutidos assuntos diversificados e propostos temas diferentes. Participei em todas as linhas de discussão, com maior incidência no tema Teoria versus Prática, como se pode verificar pelas mensagens transcritas abaixo:
         
                
Tema Diferentes avaliações para diferentes ambientes de aprendizagem?
             
(a propósito da avaliação em cursos mais simples)
        
Olá a todos
Acho que estamos todos centrados no primeiro ponto que o Hugo refere, porque é o contexto mais semelhante àquele em que estamos a trabalhar neste momento e, provavelmente, o mais rico.
No entanto, embora a interacção e o desenvolvimento de actividades de carácter mais colaborativo não se desenvolvam igualmente nos outros contextos, ainda assim a avaliação tem de existir e não sei se os simples testes disponíveis na maioria das plataformas, corrigidos pelo próprio sistema, serão suficientes.
Penso que a sugestão da Paula é, a meu ver, a que mais se adequa a qualquer contexto - a resolução de problemas. Mesmo que se trate de uma simples aquisição de saberes, podem ser colocadas aos formandos algumas situações-problema que eles deverão resolver com base nos conhecimentos adquiridos. É claro que isso implica a existência de um formador-avaliador.
Se o curso for apenas a apresentação de materiais, sobre novos procedimentos, por exemplo, e um teste final de aferição de conhecimentos, não fica muito diferente dos livros para estudar o código da estrada. Têm lá a informação teórica e uns testes no fim com as respectivas soluções (alguns já em versão digital). Só é preciso uma entidade certificadora no fim. Nesse caso, o papel do eprofessor é quase nulo e, por isso, parece-me que foge um pouco ao âmbito do que temos estado a aprender ao longo do nosso curso.
No entanto, esses cursos existem, provavelmente fazem falta e têm de ter uma avaliação. Pois é. Fiquei a pensar, mas não fiquei satisfeita...
[] Ana Marmeleira
                
               
Tema Reflexão sobre questões dos artigos
             
(a propósito da objectividade ou subjectividade da avaliação)
       
Olá a todos
Percebo perfeitamente a preocupação da Cecília quando afirma que é necessário objectivar ao máximo a avaliação. Na minha escola leccionamos exclusivamente o Ensino Secundário e para muitos alunos a classificação final é muito importante pois uma simples décima pode ser o suficiente para não entrarem no curso que querem. Por isso, quando os professores não têm os critérios muito bem predefinidos, ou não os seguem a rigor ou introduzem alterações a meio do processo para se ajustarem melhor à ideia que têm dos alunos, são colocados recursos pelos encarregados de educação. Pelo contrário, quando tudo está muito claramente definido, os alunos não contestam e percebem que se a avaliação é inferior ao que esperavam, há coisas que têm de mudar.
Num curso online, embora não se coloque a questão das médias e dos recursos da mesma forma, o rigor tem de existir igualmente. Não me choca que a avaliação formativa seja subjectiva e até acho natural que o seja. De acordo com os critérios que definiu o professor vai dando a sua opinião ao aluno e esse feedback permite ao aluno não só reajustar a sua forma de trabalhar como compreender o tipo de elementos que o professor valoriza, entre outros aspectos.
Quanto à avaliação sumativa, por mais que queiramos nunca haverá forma de a tornar absolutamente objectiva. Não é possível quantificar matematicamente a colaboração que existe dentro de um grupo, embora esse seja um dos elementos a avaliar em várias unidades curriculares. Podemos achar que ela é Boa, mas isso é 14, 15, 16 valores? E porque não 15,5 valores? Que diferença há entre um 14 e um 15 neste parâmetro?
Portanto, mesmo com subjectividade à mistura, é necessário definir especificamente todos os elementos que vão ser avaliados, qual o peso efectivo que cada um tem na avaliação final, o que é necessário fazer para ter X, Y ou Z, etc. Quando o professor (ou os alunos, no caso da auto e hetero-avaliação) atribui uma classificação com base nesses critérios, mas ao mesmo tempo a justifica, penso que consegue tornar-se um pouco mais objectivo.
[] Ana Marmeleira
                
               
Tema Teoria versus Prática
             
(a propósito da importância da quantidade na avaliação)
       
Olá a todos
As dúvidas da Cecília são importantes, embora não seja fácil responder a elas. Vou centrar-me nesta: avaliar a quantidade?
Acho que tem de haver algum bom senso nesta questão. Acho que é mais ou menos pacífico que quando um aluno só tem uma participação e outros têm mais, a avaliação tem de reflectir isso. No entanto, não podemos cair no extremo oposto e avaliar as participações ao «quilo». O que é importante, como sugeria a bibliografia que analisámos, é que os alunos saibam exactamente o que é preciso fazer para ter a avaliação máxima. Se alguém quiser ir para além disso, não pode esperar ter mais do que a avaliação máxima, pois não? Também não pode esperar que se baixe a avaliação dos outros que fizeram tudo o que era pedido só para que se valorize o seu número elevado de participações. Ou seja, o professor pode definir um número de participações de acordo com os objectivos da actividade, por exemplo definir que é razoável os alunos terem três participações: menos que isso é penalizado (tal como participações de conteúdo fraco); mais do que isso fica por conta do aluno (ou será que ele só participa para se valorizar e não porque tem gosto em discutir o assunto?).
Seja como for, é sempre complicado gerir esta questão.
[] Ana Marmeleira
              
                    
(a propósito da participação em discussões)
          
Olá a todos
Se me é permitido dizer, não acho que o Joaquim e o Fernando estejam a afirmar coisas diferentes. Aliás, até acho que estão na mesma linha de raciocínio. Parece-me que o exemplo dado pelo Joaquim de um aluno que ignora tudo o que foi dito e apresenta o seu ponto de vista apontava para uma intervenção em que o aluno nem sequer leu o que estava a ser discutido (ou fez tábua rasa disso) e coloca a sua opinião como se estivesse a fazer um monólogo e não houvesse mais ninguém em cena. Está a falar sozinho e não a discutir com os outros. O Joaquim não está a falar de um aluno que fez o que o Fernando refere.
O que o Fernando quer destacar é que participar numa discussão não significa aderir aos pontos de vista dos outros. Alguém pode entrar na discussão, mesmo uma que já vai longa e dizer: «Meninos, desculpem, mas acho que estão todos a ir no caminho errado. Pelo que li, temos de nos reorientar neste sentido...». Não há nada de errado nisso, muito pelo contrário. Como disse o Fernando, às vezes é preciso descolar do grupo. Mas uma coisa é descolar da opinião do grupo, outra é ignorá-la. Colocar a nossa opinião sem uma referenciazinha que seja ao que estava a ser discutido não é participar na discussão. Dizer que sim só por dizer, também não.
Em suma, é da divergência que surgem as melhores ideias, mas só há divergência quando se leva em conta uma e outra opinião. No fundo é isso que ambos os colegas afirmam, embora de formas diferentes. Ora, não foi exactamente isso que lemos nos três textos que analisámos? Não foi dito que a vantagem de trabalhar em grupo é que isso permitia argumentar e contra-argumentar, resultando daí por vezes a reformulação de toda uma linha de orientação? Não foi dito que quanto mais divergências houvesse mais se conseguia aprender?
Então, consegui sintetizar bem o que foi dito? ;-)
[] Ana Marmeleira
                     
                     
(a propósito da avaliação automática pelo sistema informático)
            
É verdade, Marco.
Por isso os textos que lemos diziam que não era possível uma avaliação coerente feita automaticamente. Não há registos gerados pelo Moodle, por exemplo, que dêem conta dos aspectos que referiste. O papel do professor, como entidade capaz de distinguir o que é uma mera reprodução do conhecimento ou o que revela uma assimilação e a capacidade de utilizar o que se aprendeu em novas circunstâncias, levantando ou resolvendo questões, é extremamente importante.
Eu sei que o Marco sugeriu que nos desligássemos um pouco do ensino presencial, mas não resisto à tentação de fazer o contrário :-) . Relacionando o que se faz num fórum com o ambiente de uma sala de aula presencial, até existem vantagens. Os que são professores sabem que têm muitas vezes de se basear na sua memória para avaliar o desempenho dos alunos em sala de aula. No elearning, como tudo fica registado, pelo menos é possível libertar a memória e estar perfeitamente documentado para justificar uma classificação, não é?
[] Ana Marmeleira
              
                
(a propósito da valorização do processo ou do produto final)
        
Olá
Temos discutido bastante sobre quantidade e qualidade, mas há um outro aspecto que foi referido inicialmente e que gostaria de retomar: a valorização do processo ou do produto final.
Perguntava a Cecília se estes dois aspectos se excluíam mutuamente. Pois eu acho que não. Um conduz ao outro. Como lemos nos textos que analisámos e noutra bibliografia afim, o processo é extremamente importante, pois é ele que vai permitir o desenvolvimento de competências. Ter chegado ao fim de um curso como o nosso tendo conseguido realizar todos os trabalhos pedidos, mas não tendo sido capaz de trabalhar em equipa, de promover um espaço social positivo, de discutir ideias, de reflectir sobre as aprendizagens, de colaborar, etc., não é sinónimo de ter atingido os objectivos pretendidos nem de ter desenvolvido as competências necessárias para promover um curso online. O que se pretende é que nós conseguíssemos ver na prática o que é trabalhar em regime de elearning, estudando como alunos e verificando na prática como a teoria funciona no nosso caso. Daí a Maria João ter iniciado e muito bem a nossa discussão com a expressão Teoria versus Prática.
Por exemplo, pensemos em quando preparámos o Congresso Virtual. Daqui a algum tempo, alguém se lembrará do artigo que apresentou e do nome do seu autor? Mas alguém esquecerá o que foi preciso fazer: as reuniões de preparação, a divisão de tarefas, a colaboração entre todos, os ensaios, etc. ? Termos sido capazes de organizar em grupo todo o processo revelou que aprendemos o que era preciso e que estaríamos aptos a repetir a experiência com outro assunto qualquer. Aqui não tenho dúvida que o processo tem de ser valorizado. É claro que se tivéssemos chegado ao Congresso e apresentado uma síntese medíocre do texto em causa não poderíamos ter deixado de ser penalizados pela fraca qualidade do produto final, pois era sinal que também não tínhamos compreendido o assunto em discussão. Mas se o produto falhou, é porque alguma coisa no processo falhou (nem que seja a revisão do texto por todos os elementos do grupo, por exemplo).
Resumindo, a avaliação mais adequada tem de incluir as duas coisas, atribuindo uma classificação ao processo e uma classificação ao produto.
Agora, qual deles terá um peso mais alto na classificação final? Espero que os meus colegas me ajudem a chegar lá...
[] Ana Marmeleira
            
Olá Fernando
Concordo contigo. Diferentes actividades, diferentes pesos, dependendo dos objectivos. Já que foi referido algures no debate que o mérito está na diversificação de instrumentos/actividades de avaliação, também aqui deverá haver o cuidado de diversificar os objectivos das actividades para não estarmos sempre centrados no mesmo (produto ou processo).
[] Ana Marmeleira
             
                    
(a propósito dos momentos de intervenção do professor)
        
Olá
Esta intervenção do professor no trabalho por fases de que a Paula fala faz-me lembrar o que aconteceu, por exemplo, na unidade curricular de Processos Pedagógicos, em que o professor Morten nos foi dizendo o que havia de bom ou de mau nos nossos objectos de aprendizagem e nas bibliografias anotadas. Assim, pudemos fazer as actividades seguintes com mais qualidade do que as anteriores, aprendendo com a própria avaliação.
[] Ana Marmeleira
             
                   
(a propósito da objectividade e subjectividade da avaliação)
          
Olá Cecília
Numa outra linha de discussão neste fórum, já abordei esta questão da subjectividade, mas sinto necessidade de voltar a ela, talvez porque, como tu, sou professora de uma disciplina muito subjectiva - Português. O problema da avaliação surge a partir do momento em que temos de reduzir a um número coisas que não são palpáveis.
Num trabalho escrito ou numa discussão num fórum, eu posso gostar mais do estilo de escrita de um aluno do que de outro, mas outro professor ter uma opinião diferente. Mas aí, quando eu for atribuir uma classificação, inevitavelmente acabo por considerar que aquele aluno expôs melhor o seu raciocínio do que o outro e merece uma classifcação melhor.
Quando um professor avalia a qualidade gráfica de uma página wiki, por exemplo, pode não gostar das opções estéticas de um grupo e outro professor achar a página lindíssima.
Em termos de processos acontece o mesmo. Tomemos como exemplo a apresentação de reflexões em portefólios ou noutros espaços. Pessoalmente, cansa-me um pouco o excesso de reflexão. Prefiro um aluno que refira brevemente esse aspecto mas que passe à acção e mostre concretamente na realização da actividade os resultados da sua reflexão. Outro professor poderá preferir muitas reflexões e achar que aquele aluno que se expôs mais deve ser valorizado.
Portanto, eliminar a subjectividade não será possível porque quem avalia é um sujeito. Reduzi-la já é, desde que se defina tudo muito claramente no contrato de aprendizagem e nas instruções de cada actividade.
[] Ana Marmeleira
              
                     
(a propósito da avaliação formativa)
       
Eu tenho a impressão que se o número de trabalhos fosse menor já seria possível fazer o que sugeres. Se em vez de fazer seis ou sete trabalhos para avaliação sumativa, fizesse três, dava tempo para fazer o trabalho, receber um feedback formativo e, então, reformulá-lo. Penso que todos, professor e alunos, ficariam satisfeitos com essa possibilidade.
A maior satisfação de um professor não é atribuir uma classificação mas ver que o aluno aprendeu alguma coisa com ele, melhorando as suas práticas. Depois de uma primeira avaliação, os próprios alunos reconhecem que poderiam ter feito as coisas de outra maneira e, se tivesse a oportunidade, fá-lo-iam e ficariam muito mais satisfeitos consigo próprios e teriam aprendido muito mais com aquele trabalho. Por isso, se houvesse de facto tempo para uma verdadeira avaliação formativa acho que a própria aprendizagem sairia beneficiada.
[] Ana Marmeleira
      
(publicada a 10 de Janeiro de 2011)
    

Tema 3: Reflexão sobre o debate

Este debate foi para mim, até o momento, o mais interessante que tivemos nesta unidade curricular. Tal como referi em reflexões anteriores, torna-se por vezes difícil participar numa discussão quando as mensagens são excessivamente longas e teóricas. No entanto, neste debate, isso não aconteceu. A grande maioria das participações teve uma extensão bastante razoável e dizia respeito a um assunto em particular. Assim, seguir a evolução do debate tornou-se mais interessante e foi mais motivadora. Talvez por isso eu tenha participado mais intensamente neste debate do que nos anteriores, sendo possível dialogar de facto com os colegas de forma muito agradável.
           
Além disso, houve uma preocupação em se discutir o aspecto prático da temática em debate, relacionando-a com a nossa experiência quer como alunos quer como professores. Esse aspecto foi enriquecedor.
        
Nesse sentido, participei em várias linhas de discussão, como a avaliação de cursos que tenham uma estrutura muito mais simples do que os cursos de que temos vindo a falar, o esforço de tornar a avaliação o menos subjectiva possível, a avaliação da quantidade e/ou da qualidade, a valorização do produto final e/ou do processo, a avaliação da participação em fóruns de discussão, a avaliação automática ou a intervenção do professor, bem como o papel da avaliação formativa. Todos esses temas são de grande importância e foi curioso ver que nem sempre chegámos a uma conclusão muito concreta, pois não acredito que haja uma receita única que todos pudéssemos aplicar com sucesso, havendo sempre uma margem para as perspectivas individuais de cada professor. No entanto, reflectir sobre o assunto e discuti-lo em conjunto é um aspecto muito positivo que nos tornou todos mais sensíveis a estas questões.
               
Em suma, este debate mostrou-nos que a avaliação é uma questão muito complexa, que envolve muitos factores e que tem de ser muito bem definida e acordada com os alunos para que tudo possa funcionar de forma positiva. Como é evidente, isso exige um grande esforço ao professor, tanto em termos de diversificação de estratégias, como em termos de tempo. No entanto, para aqueles que são professores do ensino presencial, como eu, isso não representa uma novidade. Só posso falar a nível do Ensino Secundário, que é o que tenho leccionado, mas neste nível de ensino a classificação dos alunos tem uma importância muito grande (devido à importância das médias de acesso ao ensino superior) e o estabelecimento de critérios muito bem definidos, bem como a sua discussão com os alunos já tem sido uma prática minha. A necessidade de diversificar as actividades para que diferentes competências possam ser avaliadas, a alternância entre trabalhos individuais, de grupo e de turma também é habitual. No ensino online, há uma gestão diferente destes factores pela distância que existe entre professores e alunos, mas os princípios são os mesmos.
    
Há apenas um elemento que não foi discutido e que me ocorreu mais tarde: a disponibilização das propostas de classificação e a sua discussão antes da atribuição final. Faço sempre isso com os alunos e só depois da fase de discussão é que as classificações passam a definitivas. Essa é uma prática que também poderia ser implementada no ensino online, até porque, tratando-se de um público adulto, a maturidade para discutir as classificações é ainda maior do que nas escolas básicas e secundárias.
      
(publicada a 10 de Janeiro de 2011)

Tema 2: Síntese do Artigo "Defining, Assessing, and Promoting Elearning Success: An Information Systems Perspective", de Holsapple e Lee-Post

Trabalho em Grupo
          
O tema 2 - Directrizes de qualidade no desenvolvimento/avaliação de cursos online - pôde ser aprofundado a partir da leitura de vários textos, nomeadamente:
- "Defining, Assessing, and promoting E-learning Sucess: An information systems perspective", Clyde HOLSAPPLE e Anita LEE-POST;
- "E-learning Quality: The Concord Model for Learning from a Distance", de Robert TINKER;
- "Quality Guidelines for online Courses:The Development of an Instrument to Audit Online Units", de Anthony HERRINGTON, Jan HERRINGTON, Ron OLIVER, Sue TONEY e Jackie WILLIS;
- "The ideal online course", de Allison CARR-CHELLMAN e Philip DUCHASTEL;
- "Considerations for Developing Evaluations of Online Courses", de Sue ACHTEMEIER, Libby MORRIS e Catherine FINNEGAN.
      
Como actividade prévia à discussão na turma, organizámo-nos em grupos, tendo cada grupo analisado e sintetizado um texto em particular. O grupo que integrei foi constituído, para além de mim, pelos colegas António Pedro Pereira, Eduarda Rondão, Joaquim Pinto e Margarida Marmeleira. O texto que nos coube trabalhar foi "Defining, Assessing, and promoting E-learning Sucess: An information systems perspective", de Clyde HOLSAPPLE e Anita LEE-POST, que pode ser lido AQUI.
             
Síntese do Artigo
          
A síntese do artigo elaborada pelo nosso grupo foi disponibilizada à turma no Scribd, podendo ser lida directamente na janela abaixo ou consultada no seguinte endereço:
                   
RESUMO_CAEL
      
(publicada a 08 de Dezembro de 2010)

Tema 2: Reflexão sobre o trabalho de grupo

A actividade preparatória do tema anterior foi desenvolvida em conjunto com toda a turma. No caso deste tema, foi desenvolvida em pequeno grupo (cinco elementos). Considero que foi uma actividade mais tranquila, pois num grupo mais restrito consegue-se trocar impressões e discutir ideias de forma mais eficaz, sobretudo porque a boa relação entre todos os membros do grupo foi uma constante, o que permitiu a divisão de tarefas e a junção de todos os contributos individuais para o produto final. Todos relemos as sucessivas versões do texto e propusemos alterações até termos chegado à versão que disponibilizámos à turma. Para além da wiki, dos emails e do Messenger, descobrimos uma nova ferramenta de chat – o Titanpad – que funciona em duas janelas, uma para chat e outra para uma espécie de wiki em que podemos ir escrevendo e alterando o texto escrito colaborativamente, ficando com o registo desse texto. Para chat puro, é preferível o Messenger, mas para ir discutindo texto, é uma ferramenta curiosa.
   
Todos os artigos em estudo eram interessantes, mas achei o conteúdo deste em particular muito interessante pois, para além de propor um conjunto de factores que devem ser tidos em conta no desenvolvimento e avaliação de cursos online, mostrou os vários passos seguidos pelos autores para construírem e validarem o modelo proposto. Ainda não conhecia a metodologia de investigação-acção, desenvolvida por fases, tal como explicada no artigo e que pode ser muito bem ilustrada no seguinte esquema:
                   
investigação-acção

         
A acrescentar a esta aprendizagem, para além de todos os itens relacionados com o Modelo de Sucesso do Elearning, um dos aspectos que decidimos incluir na nossa análise-síntese e que considero importante é a necessidade que os alunos em regime online sentem de contacto humano. De facto, quanto mais mecanizado e tecnológico o nosso mundo vai ficando, em vez de dispensarmos a presença humana, parece que precisamos ainda mais dela. Uma professora minha colega de escola que tem alguma aversão às novas tecnologias disse-me um dia que os professores que estão tão empenhados em aplicar as tecnologias ao ensino deviam pensar que estão a contribuir para extinguir o seu posto de trabalho, pois serão substituídos pela máquina. Este estudo veio revelar que não é bem assim. A máquina não consegue substituir a relação humana que é indispensável à aprendizagem. Talvez por isso as turmas online não sejam muito grandes, o que impediria esse intercâmbio humano. Talvez por isso também seja mais agradável trabalhar em pequenos grupos. Esse foi, entre muitos, um aspecto que retive do trabalho que efectuámos em grupo.
      
(publicada a 12 de Dezembro de 2010)

Tema 2: Participação no debate

Depois da disponibilização da síntese dos vários artigos por parte dos grupos, foi possível aferirmos melhor se a nossa interpretação particular dos textos em estudo coincidiu com a proposta do grupo que analisou e sintetizou cada texto. Isso permitiu uma participação mais segura no debate. Participei na discussão de várias ideias diferentes, como passo a documentar:
        
          
Tentando estabelecer um paralelo entre as perspectivas dos vários textos, no início do debate:

Olá a todos
Considero importante o quadro que alguns colegas propuseram para orientar a análise comparativa dos vários textos. No entanto, gostaria de avançar com a minha perspectiva baseada na análise dos textos e dos comentários dos colegas (por uma questão de facilidade de leitura, referirei os artigos apenas pelo nome do primeiro autor).
Tal como a Cecília referiu acima, é possível encontrar pontos convergentes e divergentes entre os artigos. A principal divergência está provavelmente na abordagem que é feita à questão. Num caso, tenta-se expor os factores que têm de ser considerados para fazer um curso online (Alison Carr-Chellman); noutro foca-se a promoção da colaboração dos alunos online (Tinker); noutro, os aspectos a levar em conta na elaboração de questionários de qualidade que permitam aferir se foram respeitados os princípios fundamentais para um ensino online eficaz (Achtemeier); noutro destaca-se a importância de construir uma lista de verificação da qualidade do curso a partir de um quadro de referência para avaliar materiais de aprendizagem online (Herrington); e, finalmente, noutro propõe-se um modelo de sucesso assente na concepção, disponibilização e resultados do sistema (Holsapple).
Ainda assim, há muitos pontos de contacto, especialmente no que diz respeito aos aspectos mais significativos num curso online. Vou referir dois deles, apenas.
Tal como o Marco refere, um dos aspectos é a comunicação e interacção entre estudantes. Todos os artigos referem a importância desse factor, que é apresentado como crítico para o sucesso de um curso online. Mesmo que essa comunicação exista, na perspectiva de Holsapple a ausência de contacto humano não consegue ser completamente colmatada pela tecnologia. Mas tem de ser feito um esforço nesse sentido, por isso todos destacam a preocupação em promover este aspecto.
Um outro que gostaria de referir é a necessidade de constante avaliação de um curso. Durante ou no final de cada curso, todos destacam que tem de ser aferida a qualidade do mesmo, através de questionários ou de listas de verificação, mas não é possível ignorar este aspecto. Aqui, os estudantes têm um papel importante, pois é a sua perspectiva enquanto utilizadores que pode contribuir para melhorar o ensino online.
[] Ana Marmeleira
        
             
Em resposta à observação do Marco              
          
Olá Marco
Não precisas ficar preocupado com a tua interpretação :-), pois é óbvio que não se pode falar em modelos divergentes ou em verdadeiras divergências por uns focarem mais uns aspectos do que outros.  O que afirmei atrás deve ser entendido no sentido de que considero que há muitos pontos de contacto entre os diferentes autores, mas abordaram a questão de forma diferente.
Se fizermos uma análise mais completa, verificamos que praticamente todos consideram que devem ser levados em conta os mesmos aspectos para que um curso online possa ter qualidade. A tabela que está a ser construída (já agora, já lá fui completar um pouquinho alguns aspectos) dá-nos exactamente conta disso. Por exemplo, basta compararmos o Modelo de Sucesso do Elearning (Holsapple) com o Modelo Concord (Tinker). No primeiro caso, a qualidade é atingida por se prestar uma maior atenção ao sistema de informação, à sua concepção, ao modo como é disponibilizado e aos resultados que permite. Já o segundo, coloca o enfoque na colaboração entre os estudantes, havendo uma maior preocupação com este aspecto do que com outros. No entanto, não se pode falar de uma verdadeira divergência porque o factor mais valorizado por um não é considerado de pouca importância pelo outro, aliás ambos consideram tanto a qualidade do sistema como a comunicação importantes. A preocupação central, ou a base do modelo, se preferirmos, é que é outra.
Espero ter feito passar melhor a minha ideia desta vez.  ;-)
[] Ana Marmeleira
             
              
Em resposta aos posts de vários colegas que compararam o guia do estudante ao contrato de aprendizagem
           
Olá
Concordo plenamente com vocês. Parece o nosso contrato de aprendizagem, mas acho que a filosofia do nosso contrato vai mais longe - alia o guia de estudo ao feedback professor-aluno e à comunicação entre alunos. Digo isto porque, para além de orientar os alunos o nosso contrato de aprendizagem tem um carácter negociável que é posto em prática a partir dos comentários dos alunos, das achegas que outros alunos dão a esses comentários iniciais e da reacção do professor a esses comentários, esclarecendo dúvidas, alterando prazos, objectivos, tarefas, etc. No fundo, aliaram-se dois factores de sucesso - a orientação prévia e a comunicação.
[] Ana Marmeleira
              
                
Em resposta aos posts de alguns colegas discutindo as implicações da massificação na qualidade da educação
             
Olá a todos
É difícil aliar massificação e qualidade, especialmente se considerarmos massificação no sentido de alargamento do ensino a toda a gente, mesmo a quem não o quer frequentar. O problema do ensino presencial é que muitos alunos não percebem porque têm de estar lá, não gostam de estar lá e não querem estar lá. Se acontecesse o mesmo com o elearning, os problemas surgiriam, com certeza. O estudo apresentado em Holsapple mostra precisamente que quando se disponibilizou um curso online a alunos não motivados para o online, o grau de satisfação foi baixo. Por isso, um dos factores a ter em conta segundo os autores desse estudo é a selecção de alunos com predisposição para o elearning. O artigo Herrington refere também a importância de se proporem actividades interessantes, desafiantes, como a resolução de problemas, entre outras. Ora, isso funciona para alunos que gostam de aprender e de se esforçar. Outros artigos abordam a questão das competências tecnológicas, o que também não é para todos. Penso que um ponto comum entre as diferentes perspectivas apresentadas é mesmo o pressuposto de que o elearning exige alunos e professores predispostos para o online.
Por isso, não me parece que nenhum autor tenha em mente a ideia de que o elearning se massificará como o ensino tradicional. A não ser que consideremos massificação como a abertura a todas as pessoas em todo o mundo que estejam motivadas para a aprendizagem online...
[] Ana Marmeleira
             
       (publicada a 20 de Dezembro de 2010)